Nos últimos dias tenho tentado, mas não consigo me desligar das redes sociais. Acompanhar praticamente "ao vivo" o que acontece em várias cidades do Brasil virou parte da rotina. Nunca antes acessei com tanta frequência e interesse o Facebook. A ânsia de saber notícias me fez até voltar pra um quase esquecido (por mim) Twitter. E ali me comovi, torci, me indignei com cada lance narrado minuto a minuto, com a hashtag #protesto, entre outras. A cada segundo "surgiam" de 20 a 30 novos tweets. Uma loucura ininterrupta. Quase não conseguia me desligar.
Logo eu, tão pouco afeita ao mundo digital e cheia de preconceitos com quem vive conectado quase em tempo integral, me rendi a esses poderes e me vi com olhos e dedos frenéticos grudados no computador. Eu que sempre pregava a importância de "me desligar" da internet após a volta pra casa, não conseguia largar o notebook e o celular. Revi meus conceitos, mais uma vez. Continuo achando que o contato e a convivência (integral, sem ser dividida com olhos na tela) são essenciais, mas é inegável o poder das redes sociais de nos colocar em contato com opiniões dos mais variados tipos. Cabe a nós filtrá-las, mas cabe também aprender a ouvir outros lados e nos reinventar.
Isso tudo me fez repensar o papel dessas redes sociais. Me fez enxergar e comprovar ainda mais seu poder catalisador e disseminador. Na verdade, é um pensamento que tem me assaltado com certa frequência nos últimos meses. Senti na própria pele a importância desses canais de informação, mas também de formação. Ouvi argumentos diversos e me bandeei para vários lados, mudando meu apoio e modo de pensar a cada novo episódio. Às vezes me criticando por ser tão influenciável, mas na maior parte do tempo entendendo que essa maleabilidade faz parte da minha construção como ser humano, do processo de consolidação dos meus valores, argumentos e bandeiras.
E foi assim, aprendendo a "ouvir/ler", filtrar e incorporar, que abri a cabeça e mudei muito. Descobri a importância de me posicionar e defender, ainda que internamente, a princípio, a luta pela igualdade e contra a repressão e o preconceito, sejam por quais critérios for. Que assim seja daqui para frente .
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