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| Foto daqui. |
Até agora não consegui me decidir se aprovo ou não a iniciativa. Confesso que muitas vezes me senti desrespeitada e até mesmo agredida com comportamentos masculinos "inadequados". Tanto que proteger o corpo é uma das minhas principais preocupações em viagens de ônibus (e não só dentro da cidade, mas também em viagens entre municípios, principalmente as que transcorrem durante a noite - dormindo, como me proteger?). E acredito que seja assim com várias outras mulheres. Nesse ponto, assino embaixo da proposta e acho que ela nos dá mais liberdade e segurança.
No entanto, também acho que é uma restrição à liberdade. Explico: na medida em que mostra que é necessário segregar homens e mulheres para evitar assédio sexual, o projeto de lei acaba com as pretensões de igualdade. Coloca a mulher em um lugar de fragilidade, de quem precisa ser protegida dos homens, estar em um local separado. E só hoje, pensando sobre a proposta, parei para pensar no caráter de exclusão da palavra exclusivo. Meu "instinto feminista" grita contra isso: queremos ter os mesmos direitos de ir e vir, nos mesmos espaços "permitidos" aos homens, sem "exclusividade". Só que, infelizmente, sei que para isso é necessária uma reeducação total da nossa sociedade machista. Exige esforços de conscientização que não acredito serem de curto ou médio prazo. E, por isso, aceito que medidas de prevenção ainda são, sim, necessárias. O que me resta é torcer para que, a longo prazo, possamos dar risadas dessa medida "conservadora" e segregacionista, em uma sociedade mais justa e, de fato, igualitária!
Para quem quiser ler mais, vi a notícia neste link.

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